sábado, 17 de maio de 2008


Muitas vezes nos sentimos sozinhos, mesmo que no meio de muitas pessoas. Talvez por não sermos compreendidos, talvez por não recebernos aquilo que gostaríamos de receber das pessoas próximas...talvez por não haver diálogo, troca de olhares, carinho, a palavra certa na hora certa... e de repente tudo pode mudar, e de repente tudo pode acontecer... E foi assim que surgiu essa poesia...muito confessional, EU CONFESSO, mas que me deixa extremamente aliviada, pois é uma prova de que o distante pode se fazer próximo, tão próximo que chego a me confundir com este alguém fisicamente tão longe!


Aquele


Deitada em minha cama minha alma voa

Voa e vai longe buscar aquele!


Ah...aquele...


Aquele que me tira o sono

Aquele que me enrubesce a face

Aquele que me gela a mão


Vai minha alma

Voe longe e traga aquele!

Diga a ele que aqui estou

Estou a sonhar

Estou a esperar

Estou sob o luar


Vá minha alma

Traga meu amor!

Dê-lhe a mão e a ensine a voar

Võem no vento!

Passeiem pelas nuvens!

Mostre-lhe as estrelas!


Mas volte! Volte para mim!

Volte e traga aquele...


Ah...aquele...


Aquele que não sai da minha mente

Aquele que se faz presente

Que me aquece e me preenche

Que me faz sentir amada

Que me faz sentir viva!!


Ah...aquele...



(Liliane Edmundo)


2 comentários:

Anônimo disse...

Ah... minha alma me trag aquela... aquela que é meu anjo......

Amo essa poesia =]

Melhor que isso: Te amo

Anônimo disse...

Moderninho e bem feito, gostei, tenho um amigo que tem esses estilo de escrever, parabéns...